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	<title>Leonardo Tostes</title>
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		<title>Leonardo Tostes</title>
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		<title>Decisões do STJ garantem aplicação ampla à impenhorabilidade do bem de família</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 11:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Informativo de Jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<description><![CDATA[Ter casa própria é uma conquista protegida por lei. Há pouco mais de duas décadas, a definição do chamado bem de família vem sendo examinada pelo Judiciário a partir da Lei n. 8.009/1990, que passou a resguardar o imóvel residencial próprio da entidade familiar nos processos de penhora. A ideia é proteger a família, visando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=103&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ter casa própria é uma conquista protegida por lei. Há pouco mais de duas décadas, a definição do chamado bem de família vem sendo examinada pelo Judiciário a partir da Lei n. 8.009/1990, que passou a resguardar o imóvel residencial próprio da entidade familiar nos processos de penhora. A ideia é proteger a família, visando defender o ambiente material em que vivem seus membros. </p>
<p>Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem firmado jurisprudência que pacifica o entendimento sobre situações não previstas expressamente na lei, mas que são constantes na vida dos brasileiros. Imóvel habitado por irmão do dono ou por pessoa separada, único imóvel alugado, penhorabilidade dos móveis dentro do imóvel impenhorável&#8230; Seja qual for a hipótese, o Tribunal da Cidadania aplica a lei tendo em vista os fins sociais a que ela se destina. </p>
<p>Sob esse enfoque, a lei do bem de família visa a preservar o devedor do constrangimento do despejo que o relegue ao desabrigo. O entendimento levou o STJ a garantir o benefício da impenhorabilidade legal a pequenos empreendimentos nitidamente familiares, cujos sócios são integrantes da família e, muitas vezes, o local de funcionamento confunde-se com a própria moradia. Foi o que decidiu, em 2005, a Primeira Turma do STJ.<br />
<strong><br />
Pequena empresa</strong> </p>
<p>Um credor tentava a penhora de um imóvel em que funcionava uma pequena empresa, mas no qual também residia o proprietário (o devedor) e sua família (REsp 621399). “A lei deve ser aplicada tendo em vista os fins sociais a que ela se destina”, ponderou em seu voto o então ministro do STJ Luiz Fux, atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF). </p>
<p>O ministro observou que o uso da sede da empresa como moradia da família ficou comprovado, o que exigia do Judiciário uma posição “humanizada”. Para o ministro, expropriar aquele imóvel significaria o mesmo que alienar o bem de família. </p>
<p>“A impenhorabilidade da Lei n. 8.009/90, ainda que tenha como destinatárias as pessoas físicas, merece ser aplicada a certas pessoas jurídicas, às firmas individuais, às pequenas empresas com conotação familiar, por exemplo, por haver identidade de patrimônios”, concluiu o ministro. </p>
<p>Já no caso de um imóvel misto, cujo andar inferior era ocupado por estabelecimento comercial e garagem, enquanto a família morava no andar de cima, a Terceira Turma permitiu o desmembramento do sobrado ao julgar em 2009 o REsp 968.907, do Rio Grande do Sul. Com isso, a parte inferior foi penhorada para satisfação do credor. </p>
<p>“A jurisprudência desta Corte admite o desmembramento do imóvel, desde que tal providência não acarrete a descaracterização daquele e que não haja prejuízo para a área residencial”, declarou a ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso. </p>
<p><strong>Irmão e mãe</strong></p>
<p>Diz o artigo primeiro da Lei n. 8.009/90: “O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei.” </p>
<p>Na maioria dos casos, a proteção legal recai sobre o imóvel onde o devedor mora com sua família. Mas há situações em que o STJ já entendeu que a proteção deve subsistir mesmo que o devedor, proprietário do imóvel, não resida no local. Em 2009, no julgamento do REsp 1.095.611, a Primeira Turma considerou impenhorável a casa onde moravam a mãe e o irmão de uma pessoa que estava sofrendo ação de execução. </p>
<p>“O fato de o executado não morar na residência que fora objeto da penhora não tem o condão de afastar a impenhorabilidade do imóvel”, disse na época o ministro Francisco Falcão, lembrando que a propriedade pode até mesmo estar alugada a terceiros, desde que a renda sirva para cobrir o aluguel de outra ou para manter a família. </p>
<p>Ocorre que o imóvel de propriedade do devedor não comportava toda a família e por isso ele morava em uma casa ao lado, que não lhe pertencia. Segundo o relator, o irmão e a mãe não podem ser excluídos à primeira vista do conceito de entidade familiar, e o fato de morarem uns ao lado dos outros demonstrava “a convivência e a interação existente entre eles”. </p>
<p><strong>Família de um só</strong> </p>
<p>O conceito de família é um dos pontos que mais exigiram exercício de interpretação do Judiciário. A pessoa sozinha, por exemplo, pode ser considerada uma família para efeito da proteção da Lei 8.009/90? “O conceito de entidade familiar agasalha, segundo a aplicação da interpretação teleológica, a pessoa que é separada e vive sozinha”, respondeu em 1999 o ministro Gilson Dipp, ao julgar na Quinta Turma o REsp 205.170. </p>
<p>&#8220;A preservação da entidade familiar se mantém, ainda que o cônjuge separado judicialmente venha a residir sozinho. No caso de separação, a entidade familiar, para efeitos de impenhorabilidade de bem, não se extingue, ao revés, surge uma duplicidade da entidade, composta pelos ex-cônjuges”, acrescentou o ministro Luiz Fux em 2007, no julgamento do REsp 859.937, na Primeira Turma – caso de um devedor de ICMS que estava sendo executado pela Fazenda Pública de São Paulo. </p>
<p>O devedor já havia sido beneficiado com a proteção da lei sobre o imóvel em que morava com a mulher, quando foi determinada a penhora de um outro imóvel do casal. Posteriormente, eles se separaram, ficando o primeiro imóvel para a mulher e o segundo (penhorado) para o ex-marido, que nele passou a residir. Como não houve prova de má-fé na atitude do casal, a penhora acabou desconstituída. </p>
<p>No julgamento de um caso parecido (Resp. 121.797), em 2000, na Quarta Turma, o ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (hoje aposentado) deixara claro que “a circunstância de já ter sido beneficiado o devedor, com a exclusão da penhora sobre bem que acabou por ficar no patrimônio do ex-cônjuge, não lhe retira o direito de invocar a proteção legal quando um novo lar é constituído”. </p>
<p>O STJ definiu também que o fato de o imóvel ser um bem de família tem demonstração juris tantum, ou seja, goza de presunção relativa. Por isso, cabe ao credor apresentar provas de que o imóvel não preenche os requisitos para ficar sob a proteção da lei. </p>
<p><strong>Móveis e equipamentos<br />
</strong><br />
Uma das questões mais controvertidas na interpretação da Lei n. 8.009/90 diz respeito aos móveis e equipamentos domésticos. Segundo a lei, a impenhorabilidade compreende também “todos os equipamentos, inclusive os de uso profissional, ou móveis que guarnecem a casa, desde que quitados”, exceto “os veículos de transporte, obras de arte e adornos suntuosos”. </p>
<p>“Penso que não se pode dar ao dispositivo interpretação estreita e gramatical, sob pena de estar o Judiciário indo além do que foi concebido pelo legislador”, afirmou a ministra Eliana Calmon em 2008, ao relatar na Segunda Turma o REsp 1.066.463. Inovando na jurisprudência da Corte, os ministros declararam penhoráveis naquele caso aparelhos de ar-condicionado, lava-louças, som, freezer e um bar em mogno, bens que a relatora considerou “úteis, mas não indispensáveis à família&#8221;. </p>
<p>“Entendo que os equipamentos indispensáveis à normal sobrevivência da família são impenhoráveis. Mas não é em detrimento do credor que a família continuará a usufruir de conforto e utilidade só encontrados em famílias brasileiras de boa renda, o que, em termos percentuais, é uma minoria no país”, acrescentou a ministra. </p>
<p>No entanto, uma série de outros julgamentos adotou interpretação mais favorável ao devedor e sua família. Em 2004, no REsp 691.729, a Segunda Turma acompanhou o voto do ministro Franciulli Netto para negar a penhora de máquina de lavar louça, forno de microondas, freezer, microcomputador e impressora. </p>
<p>“Os mencionados bens, consoante jurisprudência consolidada desta Corte Superior de Justiça, são impenhoráveis, uma vez que, apesar de não serem indispensáveis à moradia, são usualmente mantidos em um lar, não sendo considerados objetos de luxo ou adornos suntuosos&#8221; – disse o relator. </p>
<p><strong>E o videocassete? </strong></p>
<p>Ainda que usuais, uma segunda televisão ou um segundo computador não estão garantidos. Num caso de execução fiscal julgado na Primeira Turma em 2004 (REsp 533.388), o relator, ministro Teori Albino Zavascki, disse que “os bens que guarnecem a residência são impenhoráveis, excetuando-se aqueles encontrados em duplicidade, por não se tratar de utensílios necessários à manutenção básica da unidade familiar”. </p>
<p>Da mesma forma, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito declarou em 2001, quando atuava na Terceira Turma do STJ, que “não está sob a cobertura da Lei n. 8.009/90 um segundo equipamento, seja aparelho de televisão, seja videocassete” (REsp 326.991). </p>
<p>Em 1998, no julgamento do REsp 162.998, na Quarta Turma, o ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira entendeu ser ilegal a penhora sobre aparelho de TV, jogo de sofá, freezer, máquina de lavar roupa e lavadora de louça – bens que, “embora dispensáveis, fazem parte da vida do homem médio”. </p>
<p>Mas o videocassete ficou de fora da proteção, pois, conforme precedentes lembrados pelo ministro, destinava-se a “satisfazer o gosto refinado de quem quer escolher o tempo, o título e a hora para satisfação de sua preferência cinematográfica” – um privilégio que deveria ser reservado apenas a quem paga suas contas em dia. </p>
<p>Com o passar dos anos, a jurisprudência evoluiu. A ministra Denise Arruda, que em 2005 integrava a Primeira Turma, considerou, ao julgar o REsp 488.820: “Os eletrodomésticos que, a despeito de não serem indispensáveis, são usualmente mantidos em um imóvel residencial, não podem ser considerados de luxo ou suntuosos para fins de penhora.” A decisão foi aplicada num caso que envolvia forno elétrico, ar-condicionado, freezer, microondas e até videocassete. </p>
<p><strong>Garagem de fora</strong> </p>
<p>Na tarefa diária de definir como os dispositivos legais devem ser interpretados diante de cada situação real trazida a julgamento, os ministros do STJ estabeleceram limites à proteção do bem de família, sempre buscando a interpretação mais coerente com o objetivo social da lei – o que também inclui o direito do credor. </p>
<p>Vaga em garagem de prédio, por exemplo, não goza de proteção automática. Em 2006, na Corte Especial (EREsp 595.099), o ministro Felix Fischer deixou consignado que &#8220;o boxe de estacionamento, identificado como unidade autônoma em relação à residência do devedor, tendo, inclusive, matrícula própria no registro de imóveis, não se enquadra na hipótese prevista no artigo primeiro da Lei n. 8.009/90, sendo, portanto, penhorável”. </p>
<p>O STJ também admitiu, em vários julgamentos desde 1997, a penhora sobre a unidade residencial no caso de execução de cotas de condomínio relativas ao próprio imóvel, aplicando por analogia o artigo terceiro, inciso IV, da lei, que excetua da proteção a “cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar”. </p>
<p>Se a jurisprudência do STJ considera que uma casa alugada a terceiros também deve ser protegida quando a renda é usada na subsistência familiar, por outro lado o Tribunal deixou claro que o fato de ser propriedade única não garante a impenhorabilidade ao imóvel. </p>
<p>&#8220;Pode ser objeto de penhora o único bem imóvel do devedor não destinado à sua residência e nem locado com a finalidade de complementar a renda familiar”, esclareceu o ministro Aldir Passarinho Junior, recentemente aposentado, ao relatar o REsp 1.035.248 (Quarta Turma, 2009). </p>
<p><strong>Proveito da família</strong> </p>
<p>No ano passado, a Terceira Turma acompanhou a posição da ministra Nancy Andrighi no REsp 1.005.546 e permitiu a penhora do apartamento pertencente a um casal de São Paulo, que estava desocupado. Não adiantou alegar que o imóvel passava por reformas, pois essa situação sequer ficou comprovada no processo. </p>
<p>“A jurisprudência do STJ a respeito do tema se firmou considerando a necessidade de utilização do imóvel em proveito da família, como, por exemplo, a locação para garantir a subsistência da entidade familiar”, considerou a relatora. </p>
<p>Também está na jurisprudência a ideia de que o imóvel dado em garantia de empréstimo só poderá ser penhorado se a operação financeira tiver sido feita em favor da própria família. No AG 1.067.040, julgado pela Terceira Turma em 2008, Nancy Andrighi citou vários precedentes da Corte demonstrando que o instituto do bem de família existe para proteger a entidade familiar e não o direito de propriedade, razão pela qual nem os donos do imóvel podem renunciar a essa proteção – a questão é de ordem pública. </p>
<p>Num desses precedentes, de 2001 (REsp 302.186, Quarta Turma), o ministro Aldir Passarinho Junior registrou: “Ainda que dado em garantia de empréstimo concedido a pessoa jurídica, é impenhorável o imóvel de sócio se ele constitui bem de família, porquanto a regra protetiva, de ordem pública, aliada à personalidade jurídica própria da empresa, não admite presumir que o mútuo tenha sido concedido em benefício da pessoa física.”</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=101641" target="_blank">STJ</a></p>
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		<title>Sorte de uns, azar de outros: o entendimento do STJ em processos sobre loterias e outras apostas</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2011 17:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pé de pato, mangalô três vezes&#8230; No Brasil, é difícil encontrar quem não “faz uma fezinha” para ganhar na loteria. Para isso, vale apostar sozinho ou entrar em bolões. Mas&#8230; E se o bilhete premiado é extraviado? E se a casa lotérica falha no repasse do cartão ganhador à Caixa Econômica Federal? Nessas horas, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=97&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pé de pato, mangalô três vezes&#8230; No Brasil, é difícil encontrar quem não “faz uma fezinha” para ganhar na loteria. Para isso, vale apostar sozinho ou entrar em bolões. Mas&#8230; E se o bilhete premiado é extraviado? E se a casa lotérica falha no repasse do cartão ganhador à Caixa Econômica Federal? Nessas horas, o cidadão não beija figa, nem carrega trevo de quatro folhas ou roga a São Longuinho. A Justiça tem sido o caminho dos brasileiros que buscam solucionar impasses que podem significar milhões em prêmios. </p>
<p>Recente pesquisa, realizada em março de 2011, feita pelo Sistema Justiça do STJ, revela que tramitaram ou tramitam na Casa 67 processos envolvendo diretamente o tema loteria/prêmios. Um número que pode parecer pequeno para um universo de mais de três milhões de processos autuados até hoje, mas que é significativo se levarmos em conta que o Tribunal da Cidadania é responsável por uniformizar o debate sobre as questões infraconstitucionais. Portanto, os recursos que chegam ao STJ refletem as demandas da sociedade. </p>
<p><strong>Vale o que está impresso</strong> </p>
<p>Foi o caso de um apostador da Supersena (REsp 902.158), que tentava receber um prêmio de R$ 10,3 milhões. O cidadão alegava que havia apostado no concurso n. 83, mas o jogo acabou sendo efetivado para o sorteio seguinte (n. 84), por erro no registro da aposta. Devido à falta de provas, a peleja jurídica atravessou as primeira e segunda instâncias. </p>
<p>Entretanto, o ministro Luis Felipe Salomão, relator do recurso no STJ, considerou que saber o momento exato da aposta não era relevante, pois: “o que deve nortear o pagamento de prêmios de loterias federais, em se tratando de apostas nominativas, é a literalidade do bilhete, o que está escrito nele, uma vez que esse tipo de comprovante ostenta características de título ao portador”, conforme dos artigos 6º e 12º do Decreto-Lei n. 204/67. Desse modo, o apostador não levou a bolada milionária, mas poderá recorrer com uma ação de responsabilidade civil. A decisão é abril de 2010. </p>
<p>Noutro caso, um apostador recorreu ao STJ pedindo o reconhecimento de sua participação em “bolão” premiado da Mega-Sena (REsp 1.187.972), organizado por uma casa lotérica, e a condenação do estabelecimento a pagar a sua cota do prêmio. Para tanto, alegou que a lotérica estaria agindo de má-fé. Todavia, o STJ entendeu que a empresa demonstrou ter tomado todas as providências para informar os apostadores sobre os números que compunham seus jogos automáticos. Por isso, não haveria má prestação do serviço. </p>
<p>A Terceira Turma reiterou a orientação de que o pagamento de aposta da loteria é regido pela literalidade do bilhete não nominativo, não importando o propósito do apostador, a data da aposta e as circunstâncias da mesma, já que o direito gerado pelo bilhete premiado é autônomo e a obrigação se incorpora no próprio documento. </p>
<p>Já um cidadão de Minas Gerais teve mais sorte: o STJ manteve a decisão de segunda instância (não conheceu do recurso especial), garantindo o direito do apostador de receber o valor do prêmio da quina da Loto em concurso realizado em 1994 (REsp 824.039). O apostador registrava os mesmos números regularmente. Desse modo, conseguiu comprovar, por meio da apresentação de dez bilhetes anteriores, que a aposta premiada na casa lotérica Nova Vista era sua, mesmo tendo inutilizado o bilhete da aposta do sorteio 75 da Caixa Econômica Federal. </p>
<p><strong>Apostas on line</strong> </p>
<p>Mas não é apenas na loteria que o brasileiro busca fazer fortuna. Em março do ano passado, o STJ julgou, pela primeira vez, um caso envolvendo dívida de apostas em corrida de cavalos (REsp 1.070.316). A Terceira Turma decidiu que o débito pode ser cobrado em juízo, mesmo que tenha sido feito por telefone e mediante a concessão de empréstimo em favor do jogador. </p>
<p>O apostador questionou na Justiça a legalidade da ação de execução no valor de R$ 48 mil. Sustentou, entre outros pontos, que o título que fundamentou a cobrança promovida pelo Jockey Club de São Paulo era inexigível, uma vez que a legislação só permite a realização de apostas de corridas de cavalo em dinheiro e nas dependências do hipódromo, não prevendo a concessão de empréstimos em dinheiro e a realização de apostas por telefone. </p>
<p>Entretanto, a Terceira Turma seguiu a posição defendida no voto-vista do ministro Massami Uyeda: “Não existe qualquer nulidade na execução do título extrajudicial, pois, embora as referidas normas legais prevejam a realização de apostas em dinheiro e nas dependências do hipódromo, em nenhum momento proíbem que as mesmas sejam feitas por telefone e mediante o empréstimo de dinheiro da banca exploradora ao apostador. No Direito Privado, ao contrário do Direito Público, é possível fazer tudo aquilo que a lei não proíbe”, concluiu. </p>
<p><strong>Falhas Humanas</strong> </p>
<p>A Quarta Turma do Tribunal da Cidadania também determinou que a Caixa pagasse o prêmio da loteria esportiva a um apostador, por falha da casa lotérica, que não enviou o bilhete premiado à instituição (REsp 803.372). Para o relator do processo, ministro Cesar Asfor Rocha, a Caixa não poderia se eximir da obrigação de indenizar o apostador por ser a instituição responsável pelo credenciamento e fiscalização de seus revendedores. </p>
<p>Segundo as informações processuais, a lotérica em questão já havia sido punida diversas vezes. “Demais disso, se a ré é quem credencia os estabelecimentos, cabe-lhe arrostar com as consequências de sua má escolha, que no caso foi reconhecida. Tampouco há como obrigar o jogador a diligenciar pelo andamento de seu cartão, como se não devesse confiar na idoneidade da loteria ou das instituições que a promovem”, concluiu Asfor Rocha. </p>
<p>Outro processo envolvendo uma falha humana no sistema de apostas foi julgado em 2008 (REsp 960.284). O apostador recorreu à Justiça com uma ação de cobrança contra a Caixa para receber um prêmio da loteria federal que renderia mais de 23 mil reais. O cidadão alegava que formalizou seu bilhete numa casa lotérica autorizada, tendo acertado todos os resultados das partidas de futebol dos campeonatos daquela rodada. </p>
<p>Entretanto, ao tentar receber a premiação, a Caixa constatou que o bilhete emitido pela lotérica trazia os jogos de futebol do concurso anterior. “Houve, portanto, comprovada falha na atividade humana, na manhã de 7/10/2002, com inclusão para apostas, dos jogos ocorridos na semana anterior, correspondente ao concurso precedente ao de n. 36, sorteio no qual o recorrente efetivou suas apostas. São fatos incontroversos, notadamente em se tratando de loteria, na qual prevalece o que consta do título ao portador”, finalizou a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi. </p>
<p><strong>Deu zebra</strong> </p>
<p>Quem não se lembra do matemático Oswald de Souza e suas estatísticas e probabilidades apresentadas na TV? Pois os conhecimentos numéricos do professor não foram suficientes para garantir o direito de indenização contra a Caixa pela suposta quebra de contrato envolvendo a criação da loteria “Certo ou Errado”, desenvolvida para a Loteria Esportiva Federal (REsp 586.458). Segundo a defesa de Oswald de Souza, a instituição teria quebrado a cláusula da proporcionalidade dos valores das apostas na Sena, Loto e da própria “Certo ou Errado”, que comporiam a remuneração devida ao matemático. </p>
<p>No STJ, ele alegou que houve modificação unilateral do contrato. Todavia, o ministro Raphael de Barros Monteiro, relator do processo na Quarta Turma, não acolheu a tese, concluindo que o matemático assumiu o risco de somente receber a remuneração na hipótese de a Caixa dobrar a arrecadação da loteria “Certo ou Errado”. Além disso, a CEF não se comprometeu a manter invariável a proporcionalidade entre os preços dos referidos produtos lotéricos e, portanto, não violou deliberadamente o contrato, como alegava Oswald de Souza. </p>
<p>Azar também para o Grêmio Esportivo Brasil, de Pelotas (RS). O clube do interior gaúcho vai permanecer fora do concurso de prognósticos denominado “Timemania”. Presidente do STJ em 2008, Barros Monteiro indeferiu o pedido em defesa do clube, que queria a inclusão na listagem publicada pelo Ministério do Esporte para compor a loteria (MS 13.295). </p>
<p>Para o ministro, não havia os requisitos necessários pra a concessão da liminar. Com a decisão, o clube continua fora da loteria criada pelo governo federal com o objetivo de gerar receita para as agremiações esportivas por meio da cessão de suas marcas (brasões). </p>
<p><strong>Concessões</strong> </p>
<p>E os contratos para exploração de serviços de loteria não podem ser prorrogados indefinidamente. Esse foi o entendimento do ministro Mauro Campbell Marques, integrante da Segunda Turma do STJ (REsp 912.402). A empresa Gerplan Gerenciamento e Planejamento Ltda. pretendia manter o contrato para exploração de loterias em Goiás, mas perdeu o recurso no Tribunal. O relator, ministro Mauro Campbell Marques, considerou que a decisão do Tribunal estadual foi correta ao afirmar que o artigo 175 da Constituição diz: em respeito às concessões, deve haver licitação na modalidade concorrência e ter prazo determinado para tal fim. </p>
<p>Mauro Campbell ressaltou, ainda, que o Decreto-Lei n. 6.259/1944, que regula os serviços de loteria, determina a realização de concorrência pública antes da concessão. “A prorrogação indefinida do contrato é forma de subversão às determinações legais e constitucionais para a concessão e permissão da exploração de serviços públicos, o que não pode ser ratificado por esta Casa”, finalizou o ministro. </p>
<p><strong>Crime e cifrões</strong></p>
<p>O STJ também analisou habeas corpus em favor de Adriana Ferreira de Almeida, conhecida como a viúva da Mega-Sena (HC 102.298). A defesa pedia a libertação da cliente, acusada de planejar e ordenar o assassinato de Renné Sena, dois anos depois que o marido ganhou R$ 52 milhões ao acertar os números da loteria. O crime aconteceu em 2007. Os ministros da Quinta Turma, com base no voto da relatora, Laurita Vaz, concederam o habeas corpus porque ficou configurado o constrangimento ilegal da ré em função da demora no julgamento pelo Tribunal do Júri. Até a data da decisão (2008), Adriana já estava presa há mais de um ano e meio. </p>
<p>Autor: Coordenadoria de Editoria e Imprensa</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=101526" target="_blank">STJ</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/97/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/97/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=97&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Portal Domínio Público &#8211; Biblioteca digital desenvolvida em software livre</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 18:26:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique na Imagem para acessar &#8220;Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro.&#8221; Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam Presidente da Índia &#8211; 09/set/2003 O &#8220;Portal Domínio Público&#8221;, lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=75&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-77 aligncenter" src="http://tostes.files.wordpress.com/2008/08/dominio.gif?w=273&#038;h=60" alt="" width="273" height="60" /></a></p>
<p style="text-align:center;">
<p class="top1" style="text-align:center;">Clique na Imagem para acessar</p>
<p class="top1" style="text-align:center;">
<p class="top1" style="text-align:center;">
<p class="top1" style="text-align:center;">
<p class="top1" style="text-align:right;">
<p class="top1" style="text-align:right;">&#8220;Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro.&#8221;</p>
<p style="text-align:right;"><strong>Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong></strong>Presidente da Índia &#8211; 09/set/2003</p>
<p class="top1" style="text-align:center;">
<p class="top1" style="text-align:center;">
<p class="top1" style="text-align:left;">
<p class="top1" style="text-align:left;">O &#8220;Portal Domínio Público&#8221;, lançado em novembro de 2004 (com um acervo inicial de 500 obras), propõe o compartilhamento de conhecimentos de forma equânime, colocando à disposição de todos os usuários da rede mundial de computadores &#8211; Internet &#8211; uma biblioteca virtual que deverá se constituir em referência para professores, alunos, pesquisadores e para a população em geral.</p>
<p class="top1" style="text-align:left;">Este portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o de promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.</p>
<p class="top1" style="text-align:left;">Desta forma, também pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e da cultura, assim como, possa aprimorar a construção da consciência social, da cidadania e da democracia no Brasil.</p>
<p class="top1" style="text-align:left;">Adicionalmente, o &#8220;Portal Domínio Público&#8221;, ao disponibilizar informações e conhecimentos de forma livre e gratuita, busca incentivar o aprendizado, a inovação e a cooperação entre os geradores de conteúdo e seus usuários, ao mesmo tempo em que também pretende induzir uma ampla discussão sobre as legislações relacionadas aos direitos autorais &#8211; de modo que a &#8220;preservação de certos direitos incentive outros usos&#8221; -, e haja uma adequação aos novos paradigmas de mudança tecnológica, da produção e do uso de conhecimentos.</p>
<p class="top1" style="text-align:left;">
<p class="top1" style="text-align:left;">
<p class="top1" style="text-align:left;"><strong>FERNANDO HADDAD</strong></p>
<p style="text-align:left;"><strong></strong>Ministro de Estado da Educação</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/75/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/75/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/75/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=75&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Programa para escritório de advocacia</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 13:54:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cadastro ADV 4.1.0.8 Programa para cadastro clientes, gerenciamento de processos, andamento das ações em escritório de advocacia. Faz pesquisas por nome, RG etc., imprime formulários de consulta. Pode-se configurar o nome dos campos e a quantidade de caracteres permitido. Funciona em Pen Dirve, possui opção para configuração em rede e salvamento da Base de Dados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=52&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin:6px 10px;" align="justify"><a href="http://tostes.wordpress.com/2008/08/11/programa-para-escritorio-de-advocacia/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-54" src="http://tostes.files.wordpress.com/2008/08/aplicativos.jpg?w=120&#038;h=96" alt="" width="120" height="96" /></a></p>
<p style="padding-left:150px;margin:6px 10px;" align="justify">Cadastro ADV 4.1.0.8</p>
<p style="padding-left:150px;margin:6px 10px;" align="justify">Programa para cadastro clientes, gerenciamento de processos, andamento das ações em escritório de advocacia. Faz pesquisas por nome, RG etc., imprime formulários de consulta.</p>
<p style="padding-left:150px;margin:6px 10px;" align="justify">Pode-se configurar o nome dos campos e a quantidade de caracteres permitido.</p>
<p style="margin:6px 10px;" align="justify">Funciona em Pen Dirve, possui opção para configuração em rede e salvamento da Base de Dados para uma Pasta ou disquete.</p>
<p style="margin:6px 10px;" align="justify">Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, Millenium, XP, 2003</p>
<p style="margin:6px 10px;" align="justify"><strong>Informações sobre compra:</strong><br />
Este software é um Freeware (grátis) que, por definição, não perderá suas funcionalidades.</p>
<p style="margin:6px 10px;" align="justify"><strong>Atualizado em 08 de abril  de 2008</strong></p>
<p style="margin:6px 10px;" align="justify">Download do Programa <a href="http://www.portojuridico.com.br/cadastro.exe" target="_blank">CLIQUE AQUI</a></p>
<p style="margin:6px 10px;" align="justify">Fonte: <a href="http://www.portojuridico.com.br/" target="_blank"><span class="pathway"><span style="font-size:x-small;">Memphis Software</span></span></a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/52/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/52/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=52&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Se o embrião humano fosse pessoa&#8230;</title>
		<link>http://tostes.wordpress.com/2008/08/11/se-o-embriao-humano-fosse-pessoa/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 12:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3510 (ADI 3510), que declarou constitucional a destruição de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia (conforme previsto pelo artigo 5º da Lei 11.105/05 – Lei de Biossegurança), o argumento chave usado pelo relator Ministro Carlos Ayres Britto é que, segundo ele, perante o ordenamento jurídico [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=42&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="tj"><a href="http://tostes.wordpress.com/2008/08/11/se-o-embriao-humano-fosse-pessoa/"><img class="size-full wp-image-43 alignleft" src="http://tostes.files.wordpress.com/2008/08/pro-vida.jpg?w=115&#038;h=134" alt="" width="115" height="134" /></a></p>
<p class="tj" style="padding-left:150px;">
<p class="tj" style="padding-left:150px;">No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3510 (ADI 3510), que declarou constitucional a destruição de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia (conforme previsto pelo artigo 5º da Lei 11.105/05 – Lei de Biossegurança), o argumento chave usado pelo relator Ministro Carlos Ayres Britto é que, segundo ele, perante o ordenamento jurídico brasileiro, o embrião humano não é pessoa.</p>
<p class="tj">O Ministro admitiu explicitamente que <em>&#8220;o início da vida humana só pode coincidir com o preciso instante da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino&#8221;</em> [1]. O zigoto humano, porém, não é pessoa simplesmente <em>&#8220;porque assim é que preceitua o Ordenamento Jurídico Brasileiro&#8221; </em>[2].</p>
<p class="tj">E se zigoto humano (e, por extensão, o embrião humano) fosse pessoa? Se assim fosse, diz o Ministro, todo e qualquer aborto seria inconstitucional, inclusive aquele praticado quando não há outro meio para salvar a vida da gestante (art. 128, I, CP) e aquele praticado em gravidez resultante de estupro (art. 128, II, CP). Segundo ele, a proibição do aborto <strong>não significa</strong> <em>&#8220;o reconhecimento legal de que em toda gravidez humana já esteja pressuposta a presença de pelo menos <strong>duas pessoas</strong>: a da mulher grávida e a do ser em gestação&#8221;</em>. Leiamos com atenção como prossegue o Ministro: <em>&#8220;Se a interpretação fosse essa,<strong> então as duas exceções dos incisos I e II do art. 128 do Código Penal seriam inconstitucionais</strong>, sabido que a alínea a do inciso XLVII do art.5º da Magna Carta Federal proíbe a pena de morte (salvo ‘em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX’)&#8221;</em>. [3]</p>
<p class="tj">Note-se a enorme importância que o relator dá à afirmação de que o nascituro não é pessoa. Notem-se ainda as conseqüências que ele prevê caso a Constituição reconhecesse a personalidade do nascituro. Se assim fosse, diz ele, os dois casos de aborto em que não há aplicação de pena (e que o Ministro chama impropriamente casos de &#8220;aborto legal&#8221;) seriam inadmissíveis.</p>
<p class="tj">À mesma conclusão chega Ronald Dworkin, ardente defensor da sentença <em>Roe versus Wade</em>, que em 1973 declarou constitucional o direito ao aborto nos EUA. Segundo esse pensador (que, aliás, é citado no voto de Carlos Ayres Britto), essa decisão da Suprema Corte norte-americana baseia-se fundamentalmente sobre a tese de que <em>a criança por nascer não é pessoa</em>. Repetidas vezes em seu livro <em>&#8220;Domínio da vida&#8221;</em> [4], o autor afirma que, se o nascituro (que ele costuma chamar de &#8220;feto&#8221;) fosse pessoa, o aborto seria inadmissível em todos os casos, inclusive em &#8220;estado de necessidade&#8221; ou em caso de gravidez resultante de estupro. Leiamos algumas de suas passagens: <em>&#8220;Em termos morais e jurídicos, é inadmissível que um terceiro, como um médico, mate uma pessoa inocente mesmo quando for para salvar a vida de outra&#8221;</em> (p. 131). <em>&#8220;Do ponto de vista de que o feto é uma pessoa, uma exceção para o estupro é ainda mais difícil de justificar do que uma exceção para proteger a vida da mãe. Por que se deve privar o feto de seu direito a viver e obrigá-lo a pagar com a própria vida [por] um erro cometido por outra pessoa?&#8221;</em> (p. 132). Criticando aqueles que não aceitam o aborto quando o bebê foi fruto de uma relação sexual voluntária, mas o aceitam quando ele foi concebido em um estupro, o autor afirma: <em>&#8220;Sem dúvida, a diferença não seria de modo algum pertinente, como afirmei, se o feto fosse uma pessoa com direitos e interesses próprios, pois tal pessoa seria completamente inocente a despeito de qual fosse a natureza ou a intensidade da culpa de sua mãe&#8221;</em> (p. 134).</p>
<p class="tj">Pelo que se percebe, o ponto vulnerável dos abortistas, o seu &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221;, é a personalidade jurídica do nascituro. Demonstre-se que nascituro é pessoa e todo o edifício abortista desaba, inclusive a permissão de destruir embriões humanos para fins de pesquisa.</p>
<hr /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong><span id="more-42"></span></strong></p>
<p align="center"><strong>Mas o embrião humano é pessoa! – afirma nossa Constituição.</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p class="tj">Para alegria de todos os defensores da vida, a Constituição Federal brasileira reconhece a &#8220;todo ser humano&#8221; (sem distinções) o direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica. Onde isso está escrito?</p>
<p class="tj">Não está escrito no corpo da Constituição, tal como nós a conhecemos. Trata-se de um texto de um tratado internacional de direitos humanos, assinado e ratificado pelo Brasil, e que <strong>goza do &#8220;status&#8221; de norma constitucional</strong>, que faz parte do <strong>bloco de constitucionalidade</strong>, segundo recente entendimento do Supremo Tribunal Federal, em particular, do Ministro Celso de Mello, em seu voto-vista de 12 de março de 2008, no Habeas Corpus 87.585-8 Tocantins.</p>
<p class="tj">Refiro-me à <strong>Convenção Interamericana sobre Direitos Humanos</strong>, subscrita em 22 de novembro de 1969, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica. Tal Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional do Brasil em 26 de maio de 1992 (Decreto Legislativo n. 27), tendo o Governo brasileiro determinado sua integral observância em 6 de novembro seguinte (Decreto n. 678). Segundo Celso de Mello, essa Convenção constitui <em>&#8220;estatuto <strong>revestido</strong> de hierarquia constitucional, por efeito <strong>do § 2°</strong> do art. 5° da Constituição da República&#8221;</em> [5]. Uma lei federal que violasse o disposto no Pacto de São José da Costa Rica seria, então, inconstitucional.</p>
<p class="tj">Vejamos o que dizem alguns artigos dessa preciosa Convenção:</p>
<blockquote>
<blockquote>
<p class="tj">Art. 1º, n. 2. Para os efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano.</p>
<p class="tj">Art. 3º. Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica.</p>
<p class="tj">Art. 4º, n. 1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.</p>
</blockquote>
</blockquote>
<p class="tj">Pergunta-se: <strong>essa Convenção assegurou ou não o direito ao reconhecimento da personalidade de todo ser humano?</strong> A resposta é afirmativa, e é dada pelo artigo 3º: <em>&#8220;Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica&#8221;</em>. Note-se que artigo 3º não faz exceção alguma a esse direito. Não está escrito &#8220;em geral&#8221; ou qualquer outra expressão que possa significar excepcionalidade. O reconhecimento da personalidade jurídica é, portanto, um direito (de nível constitucional, como foi visto) <strong>de toda pessoa</strong>, sem exceção. Mas, o que é pessoa? A essa pergunta, a Convenção dá uma resposta cristalina em seu artigo 1º, n. 2: <em>&#8220;Para os efeitos desta Convenção, <strong>pessoa é todo ser humano</strong>&#8220;</em>. A expressão &#8220;todo ser humano&#8221; engloba o ser humano já nascido, o ser humano em gestação no útero materno, <strong>mas também o ser humano originado por fertilização extracorpórea</strong> e congelado em nitrogênio líquido. Como vimos, nem sequer o Ministro relator Carlos Ayres Britto ousou negar que o zigoto é um indivíduo humano. Ora, se o embrião concebido <em>in vitro</em> é pessoa (e a Convenção proíbe que se negue sua personalidade), segue-se que sua vida é inviolável. Segue-se ainda que qualquer forma de aborto diretamente provocado é inconstitucional. Por conseguinte, as duas hipóteses do artigo 128 do Código Penal só podem ser interpretadas, quando muito, como excludentes da aplicação da pena (&#8220;escusas absolutórias&#8221;), jamais como uma &#8220;permissão&#8221; de abortar. E ainda: é flagrantemente inconstitucional a prática do aborto pela rede hospitalar pública nessas duas hipóteses, pois o Estado não pode atentar contra a vida de uma pessoa humana (pré-natal ou pós-natal). [6]</p>
<p class="tj">O que é lamentável é que esse argumento tão poderoso não tenha sido usado no julgamento da ADI 3510. <strong>Ninguém, nem</strong> a Procuradoria Geral da República (autora da ação), <strong>nem</strong> a CNBB (&#8220;amicus curiae&#8221;), <strong>nem</strong> os Ministros Menezes Direito, Ricardo Lewandowski e Eros Grau (que votaram contra a destruição de embriões humanos) afirmaram que <strong>o reconhecimento da personalidade do nascituro é um direito constitucional</strong>, por força do Pacto de São José da Costa Rica.</p>
<p class="tj">Contudo, isso não impede que essa arma seja usada em outras ocasiões, por exemplo, quando for julgado o mérito da ADPF 54 (aborto de bebês anencéfalos).</p>
<hr /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>O Supremo Tribunal Federal atuando como legislador?</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p class="tj">O sonho do governo Lula de legalizar o aborto está encontrando uma forte oposição da opinião pública. O Projeto de Lei 1135/91, que em sua versão atual pretendia liberar o aborto nos nove meses de gestação, foi derrotado por 33 votos contra zero em 07/05/2008, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados. Como se isso não bastasse, o mesmo projeto foi derrotado por 57 votos contra 4 em 09/07/2008 na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), apesar de todo o esforço do deputado José Genoíno (PT-SP) de impedir a votação. Os abortistas parecem estar percebendo que o Congresso Nacional não é um caminho viável para se obter a legalização do aborto. Um caminho alternativo – e muito perigoso – é o Supremo Tribunal Federal.</p>
<p class="tj">Nos Estados Unidos, há muito tempo a Suprema Corte cria e extingue direitos, baseando-se no subjetivismo dos juízes em interpretar a Constituição. Ronald Dworkin admite que <em>&#8220;algumas das mais importantes decisões políticas que uma comunidade deve tomar – decisões que na maioria das outras democracias já foram ou seriam tema de grandes lutas políticas – foram decididas para os norte-americanos pelos juízes, não pelos representantes eleitos pelo povo&#8221;</em> (p. 168). Entre essas &#8220;importantes decisões políticas&#8221; está o aborto, que foi imposto pela Suprema Corte aos 50 estados dos EUA na decisão <em>Roe versus Wade</em>, de 1973. Há 35 anos o povo estadunidense geme e sofre diante dessa decisão que &#8220;legalizou&#8221; o aborto à revelia do Congresso Nacional.</p>
<p class="tj">Quando o Supremo Tribunal Federal passa a invadir o campo do legislador, torna-se possível obter, via Judiciário, a aprovação de causas altamente impopulares, como o aborto e o casamento de homossexuais. Ao (re)interpretar a Constituição, os Ministros do STF passam a agir como psicanalistas, &#8220;descobrindo&#8221; nas profundezas do texto constitucional coisas que os constituintes jamais imaginaram. Por exemplo: o aborto de bebês anencéfalos (como pretende a ADPF 54) já estaria implícito no fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III); o &#8220;casamento&#8221; de pessoas do mesmo sexo já estaria contido no princípio da igualdade de todos perante a lei (art. 5º); a prostituição e o uso da maconha já estariam implícitos no direito à liberdade (art. 5º). E assim por diante.</p>
<p class="tj">É fato incontroverso que a Suprema Corte brasileira, ao interpretar a Constituição, está cada vez mais atuando como legislador positivo. O presidente Ministro Gilmar Mendes antevê <em>&#8220;que o Supremo Tribunal Federal acabe por se livrar do vetusto dogma do legislador negativo e se alie à mais progressiva linha jurisprudencial das decisões interpretativas com eficácia aditiva, já adotadas pelas principais Cortes Constitucionais européias&#8221;</em> [7]. O que ele enxerga como progresso poderá ser, na verdade, um grande retrocesso. O Brasil corre o perigo de ingressar numa era de insegurança jurídica, em que o único limite das decisões da Suprema Corte será o da imaginação de seus Ministros, todos eles nomeados pelo Presidente da República, e nenhum deles eleito pelo povo&#8230; Deus nos livre de algo semelhante em nosso país&#8230;</p>
<p class="tj">
<p class="tautor">Luiz Carlos Lodi da Cruz</p>
<p class="tquali">Jurista e Padre. Presidente do <a href="http://www.providaanapolis.org.br/" target="_blank">Comitê Pró-Vida de Anápolis</a> (GO).</p>
<hr /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>Notas</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p class="tj">[1] Voto do relator, 5 mar. 2008, n. 30, p. 35. Grifado no original.</p>
<p class="tj">[2] Voto do relator, 5 mar. 2008, n. 31, p. 36. Grifado no original</p>
<p class="tj">[3] Voto do relator, 5 mar. 2008, n. 28, p. 32. Grifo nosso.</p>
<p class="tj">[4] DWORKIN, Ronald. Domínio da vida: aborto, eutanásia e liberdades individuais. São Paulo: Martins Fontes, 2003.</p>
<p class="tj">[5] Voto HC 87.585-8 TO, 12 mar. 2008, p. 54. Os grifos são do original.</p>
<p class="tj">[6] Sobre esse assunto, leia-se a monografia jurídica &#8220;Aborto na rede hospitalar pública: o Estado financiando o crime&#8221;, de Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.</p>
<p class="tj">[7] Voto na ADI 3510, 29 maio 2008, p. 35.</p>
<p class="tj">
<p class="tj">FONTE: <a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11590" target="_blank">JUS navigandi</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/42/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/42/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/42/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/42/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=42&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Imprevistos acontecem: O STJ e os processos envolvendo casos fortuitos ou de força maior</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 12:41:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[STJ]]></category>
		<category><![CDATA[caso fortuito ou de força maior]]></category>

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		<description><![CDATA[Um buraco no meio da via pública, um assalto à mão armada dentro de um banco e um urubu sugado pela turbina do avião que atrasou o vôo de centenas de pessoas. Todas essas situações geram pedidos de indenização, muitos dos quais chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foram julgados com base num [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=41&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>O Código Civil brasileiro diz que o caso fortuito ou de força maior existe quando uma determinada ação gera conseqüências, efeitos imprevisíveis, impossíveis de evitar ou impedir: CASO FORTUITO + FORÇA MAIOR = FATO/OCORRÊNCIA IMPREVISÍVEL OU DIFÍCIL DE PREVER QUE GERA um ou mais EFEITOS/CONSEQÜÊNCIAS INEVITÁVEIS. Portanto pedidos de indenização devido a acidentes ou fatalidades causadas por forças da natureza podem ser enquadrados na tese de caso fortuito ou de força maior.</p>
<p>Vamos imaginar que um motorista está dirigindo em condições normais de segurança. De repente, um raio atinge o automóvel no meio da rodovia e ele bate em outro carro. O raio é um fato natural. Se o condutor provar que a batida aconteceu devido ao raio, que é um acontecimento imprevisível e inevitável, ele não pode ser punido judicialmente. Ou seja: ele não vai ser obrigado a pagar indenização ao outro envolvido no acidente.</p>
<p>Ao demonstrar que a causa do acidente não está relacionada com o veículo, como problemas de manutenção, por exemplo, fica caracterizada a existência de caso fortuito ou força maior.</p>
<p><strong>A culpa é de quem?<br />
</strong><br />
Mas nem todas as ações julgadas no STJ são simples de analisar assim. A maior parte das disputas judiciais sobre indenização envolve situações bem mais complicadas. Como o processo de uma menina do Rio de Janeiro. A garota se acidentou com um bambolê no pátio da escola e perdeu a visão do olho direito.</p>
<p>A instituição de ensino deveria ser responsabilizada pelo acidente? Os pais da menina diziam que sim e exigiram indenização por danos morais e materiais. Por sua vez, o colégio afirmava que não podia ser responsabilizado porque tudo não passou de uma fatalidade. O fato de o bambolê se partir e atingir o olho da menina não podia ser previsto: a chamada tese do caso fortuito. Com essa alegação, a escola esperava ficar livre da obrigação de indenizar a aluna.</p>
<p>Ao analisar o pedido, o STJ entendeu que a escola devia indenizar a família. Afinal, o acidente aconteceu por causa de uma falha na prestação dos serviços prestados pela própria instituição de ensino. Assim como esse, outras centenas de processos envolvendo caso fortuito e indenizações chegam ao STJ todos os dias.</p>
<p>Assalto à mão armada no interior de ônibus, trens, metrôs? Para o STJ é caso fortuito. A jurisprudência do Tribunal afirma que a empresa de transporte não deve ser punida por um fato inesperado e inevitável que não faz parte da atividade fim do serviço de condução de passageiros.</p>
<p>Entretanto em situações de assalto à mão armada dentro de agências bancárias, o STJ entende que o banco deve ser responsabilizado, já que zelar pela segurança dos clientes é inerente à atividade fim de uma instituição financeira.</p>
<p>E o buraco causado pela chuva numa via pública que acabou matando uma criança? Caso fortuito? Não. O STJ decidiu que houve omissão do Poder Público, uma vez que o município não teria tomado as medidas de segurança necessárias para isolar a área afetada ou mesmo para consertar a erosão fluvial a tempo de evitar uma tragédia.</p>
<p>E onde entra o urubu nessa matéria? Numa ação de indenização por atraso de vôo contra uma companhia aérea. A empresa alegou caso fortuito porque um urubu foi tragado pela turbina do avião durante o vôo. Mas o STJ considerou que acidentes entre aeronaves e urubus já se tornaram fatos corriqueiros no Brasil, derrubando a tese do fato imprevisível. Resultado: a companhia aérea foi obrigada a indenizar o passageiro.</p>
<p>Moral da história: Imprevistos acontecem, mas saber se o caso fortuito ou de força maior está na raiz de um acidente é uma questão para ser analisada processo a processo, diante das circunstâncias em que o incidente ocorreu.</p>
<p>Autor: Coordenadoria de Editoria e Imprensa</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=86467">STJ</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/41/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/41/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=41&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Sistema do Trabalho Doméstico</title>
		<link>http://tostes.wordpress.com/2007/08/30/sistema-do-trabalho-domestico/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 19:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aplicativos]]></category>
		<category><![CDATA[Direito do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Downloads]]></category>
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		<category><![CDATA[empregado doméstico]]></category>
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		<description><![CDATA[Por meio desse programa, o cidadão que deseja regularizar a situação de seu empregado doméstico vai ter à sua disposição uma ferramenta extremamente prática, que vai realizar todo o processamento necessário para o atendimento das exigências legais do vínculo empregatício. Estão contemplados no aplicativo, entre outras tarefas: Contratação Emissão de contracheques Concessão e controle de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=38&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://tostes.files.wordpress.com/2007/08/aplicativos.thumbnail.jpg?w=510" alt="aplicativos" align="left" /> Por meio desse programa, o cidadão que deseja regularizar a situação de seu empregado doméstico vai ter à sua disposição uma ferramenta extremamente prática, que vai realizar todo o processamento necessário para o atendimento das exigências legais do vínculo empregatício.</p>
<p>Estão contemplados no aplicativo, entre outras tarefas:</p>
<ul>
<li>Contratação</li>
<li>Emissão de contracheques</li>
<li>Concessão e controle de férias</li>
<li>Concessão e controle do décimo terceiro</li>
<li>Rescisão contratual</li>
<li>Gerenciamento de adiantamentos e alterações salariais</li>
<li>Cálculo dos encargos legais e emissão dos respectivos documentos para pagamentos.</li>
</ul>
<p><a href="http://www.mte.gov.br/delegacias/ma/Instala_TrabDom_10h.zip" target="_blank">Faça o Download do Sistema &#8211; Versão 1.0h [ 23/11/2005 ]</a> &#8211; Arquivo ZIP (1.290kb) <img class="cl_022" src="http://www.mte.gov.br/geral/imgs/icones/ico_compactado.gif" border="0" alt="Arquivo ZIP" /></p>
<p><a href="http://www.mte.gov.br/delegacias/ma/Atualiza_TrabDom_1_0i.zip" target="_blank">Atualização do programa Trabalho Doméstico  [15/12/2008]</a> &#8211; Arquivo ZIP (1.450kb) <img class="cl_022" src="http://www.mte.gov.br/geral/imgs/icones/ico_compactado.gif" border="0" alt="Ícone: Arquivo ZIP" /></p>
<p><a href="http://www.mte.gov.br/delegacias/ma/tabelas2009.zip" target="_blank">Atualização das tabelas do INSS e IRPF ano-calendário 2009 [18/02/2009]</a> &#8211; Arquivo ZIP (56kb) <img class="cl_022" src="http://www.mte.gov.br/geral/imgs/icones/ico_compactado.gif" border="0" alt="Ícone: Arquivo ZIP" /></p>
<p><a href="http://www.mte.gov.br/fisca_trab/Cartilha.pdf" target="_blank">Cartilha do trabalho doméstico</a> &#8211; Arquivo PDF (121kb)</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.mte.gov.br/trab_domestico/default.asp" target="_blank">Ministério do Trabalho e Emprego</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/38/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/38/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=38&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>STJ decide sobre o termo inicial para o prazo de cumprimento da sentença</title>
		<link>http://tostes.wordpress.com/2007/08/29/stj-decide-sobre-o-termo-inicial-para-o-prazo-de-cumprimento-da-sentenca/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 17:18:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Processo Civil]]></category>
		<category><![CDATA[STJ]]></category>

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		<description><![CDATA[Prazo de 15 dias para pagamento de condenação independe de intimação pessoal Na esteira do seu papel de uniformizador da interpretação da lei federal, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que independe de intimação pessoal a contagem do prazo de 15 dias para pagamento de condenação de quantia certa, após o que será acrescida [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=37&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="titulo_texto"><img src="http://tostes.files.wordpress.com/2007/05/stj_nova.thumbnail.jpg?w=510" alt="STJ nova" />Prazo de 15 dias para pagamento de condenação independe de intimação pessoal </span></p>
<p class="conteudo_texto">Na esteira do seu papel de uniformizador da interpretação da lei federal, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que independe de intimação pessoal a contagem do prazo de 15 dias para pagamento de condenação de quantia certa, após o que será acrescida a multa de 10% prevista no Código de Processo Civil (CPC, artigo 475-J).</p>
<p>O tema chegou pela primeira vez ao Tribunal e foi julgado na Terceira Turma, sob a relatoria do ministro Humberto Gomes de Barros. Os ministros determinaram que o termo inicial dos 15 dias previstos na lei deve ser o trânsito em julgado da sentença. Passado o prazo, independentemente de nova intimação do advogado ou do devedor para cumprir a obrigação, incide a multa de 10% sobre o valor da condenação.</p>
<p>“O bom patrono deve adiantar-se à intimação formal, prevenindo seu constituinte para que se prepare e fique em condições de cumprir a condenação”, afirmou o ministro Gomes de Barros em seu voto. E segue: “Se, por desleixo, omite-se em informar seu constituinte e o expõe à multa, ele (o advogado) deve responder por tal prejuízo”.</p>
<p>A Lei n. 11.232/2005 reformou o processo de execução, simplificando formalmente o seu procedimento, na busca de maior agilidade. O ministro relator explicou que a reforma no CPC teve como objetivo imediato tirar o devedor da passividade em relação ao cumprimento da sentença condenatória. De acordo com o ministro Gomes de Barros, foi imposto ao devedor o ônus de tomar a iniciativa e cumprir a sentença rapidamente e de forma voluntária.</p>
<p>No recurso em discussão, a Companhia Estadual de Distribuição de Energia (CEEE-D), do Rio Grande do Sul, pretendia a reforma de uma decisão do Tribunal de Justiça estadual que confirmou a aplicação da multa de 10%, prevista no CPC, sobre o total devido a um grupo de agricultores em uma ação de cobrança. Moradores do município de Canguçu (RS), eles cobravam valores gastos para implantar uma rede de distribuição de energia nas áreas rurais em que se localizam seus imóveis.</p>
<p>Depois de julgada a ação de cobrança, o valor devido pela empresa foi calculado em R$ 32.236,00. A guia para pagamento foi recebida pela CEEE-D em 22 de agosto de 2006. Ocorre que o pagamento ocorreu 17 dias após a ciência do valor a que foi condenada, portanto dois dias após o prazo estabelecido pela lei.</p>
<p>A aplicação dessa multa foi contestada pela CEEE-D, primeiramente no TJ/RS e, em face do insucesso, no STJ. A empresa alegou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tem entendimento contrário, no sentido de que a multa de 10% não incide se o réu não foi intimado pessoalmente para cumprir a sentença. A decisão da Terceira Turma serve, agora, de paradigma para os demais tribunais.</p>
<p class="obj_texto_autor">Autor(a):Sheila Messerschmidt</p>
<p class="obj_texto_autor"><a target="_blank" href="https://ww2.stj.gov.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sSeq=712934&amp;sReg=200701192252&amp;sData=20070827&amp;formato=HTML">Inteiro Teor do Acórdão</a></p>
<p class="obj_texto_autor">Fontes: <a target="_blank" href="http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&amp;tmp.texto=84777">STJ</a> <a target="_blank" href="http://www.direitoprocessual.org.br/site/index.php?m=noticia&amp;id=206&amp;subm=&amp;width=&amp;mostraData=&amp;include=">IBDP</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/37/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/37/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=37&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">STJ nova</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Primeiras súmulas vinculantes passam a vigorar a partir de 06/06/2007</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 18:30:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>

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		<description><![CDATA[As três primeiras súmulas vinculantes editadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entram em vigor hoje (06/06/07), com a publicação na versão impressa do Diário da Justiça. Os enunciados dispõem sobre FGTS, bingos e processos administrativos no âmbito do Tribunal de Contas da União. As súmulas foram aprovadas na sessão plenária do STF realizada no dia 30 de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=35&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="left" src="http://tostes.files.wordpress.com/2007/06/stf1.thumbnail.jpg?w=510" alt="stf1.jpg" />As três primeiras súmulas vinculantes editadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entram em vigor hoje (06/06/07), com a publicação na versão impressa do Diário da Justiça. Os enunciados dispõem sobre FGTS, bingos e processos administrativos no âmbito do Tribunal de Contas da União.</p>
<p>As súmulas foram aprovadas na sessão plenária do STF realizada no dia 30 de maio. O texto, que expressa a jurisprudência firmada sobre esses assuntos, passa a orientar as decisões das demais instâncias do Judiciário e dos órgãos da administração pública.</p>
<p>A <strong>Súmula nº 1</strong> trata da validade de acordo para recebimento de recursos do FGTS. Ela impede que a Caixa Econômica Federal (CEF) seja obrigada, judicialmente, a pagar correções relativas a planos econômicos sobre o FGTS nos casos em que o banco já tenha feito acordo prévio com o correntista.</p>
<p>A <strong>Súmula nº 2</strong> declara a inconstitucionalidade de lei estadual ou distrital que disponha sobre loterias e jogos de azar. Decisões reiteradas do Supremo determinam que é de competência privativa da União legislar sobre o tema.</p>
<p>A <strong>Súmula nº 3</strong> trata do direito de defesa em processo administrativo que tramite no Tribunal de Contas da União (TCU).</p>
<p>A edição de súmulas vinculantes foi regulamentada pela Lei 11.417/06, de acordo com o artigo 103-A da Constituição Federal, acrescentado pela Reforma do Judiciário (Emenda Constitucional 45/04).</p>
<p>Veja abaixo a íntegra dos textos das três primeiras súmulas vinculantes aprovadas pelo Tribunal. As normas também estão disponíveis na edição de 5 de junho do <a target="_blank" href="http://www.stf.gov.br/dj/pdf/DJE_20070605_031.pdf"><font color="#003366">Diário da Justiça Eletrônico do STF</font></a>:</p>
<p><strong>Súmula nº 1 &#8211; FGTS</strong></p>
<p>Enunciado: “Ofende a garantia constitucional do ato jurídico perfeito a decisão que, sem ponderar as circunstâncias do caso concreto, desconsidera a validez e a eficácia de acordo constante de termo de adesão instituído pela Lei Complementar nº 110/2001.”</p>
<p><strong>Súmula nº 2 &#8211; Bingos e loterias</strong></p>
<p>Enunciado: “É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.”</p>
<p><strong>Súmula nº 3 &#8211; Processo administrativo no TCU</strong></p>
<p>Enunciado: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.”</p>
<p>Fonte: <a target="_blank" href="http://www.stf.gov.br/noticias/imprensa/ultimas/ler.asp?CODIGO=234960&amp;tip=UN&amp;param=">STF</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/35/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/35/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=35&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A causa com duplo efeito</title>
		<link>http://tostes.wordpress.com/2007/05/29/a-causa-com-duplo-efetio/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 20:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Tostes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bioética]]></category>
		<category><![CDATA[História do Direito]]></category>

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		<description><![CDATA[(um princípio ético importantíssimo para se entender certos casos relativos ao aborto)   O aborto como meio No ano 70 d.C., a cidade de Jerusalém foi sitiada pelo general Tito, em represália a uma rebelião dos judeus comandada pelo partido dos zelotes. Flávio Josefo, chefe militar da Galiléia, foi capturado pelos romanos. Escreveu com detalhes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=33&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>(um princípio ético importantíssimo para se entender certos casos relativos ao aborto)</address>
<p><strong><img align="left" src="http://tostes.files.wordpress.com/2007/05/vida.thumbnail.jpg?w=510" alt="Vida" /> </strong></p>
<p><strong>O aborto como meio </strong></p>
<p>No ano 70 d.C., a cidade de Jerusalém foi sitiada pelo general Tito, em represália a uma rebelião dos judeus comandada pelo partido dos zelotes. Flávio Josefo, chefe militar da Galiléia, foi capturado pelos romanos. Escreveu com detalhes os horrores daquela guerra, e tentou, em vão, fazer com que seus compatriotas se rendessem. O texto a seguir refere-se ao cerco de Jerusalém:</p>
<blockquote>
<blockquote><p><em>&#8220;Josefo, cuja própria família sofreu com os sitiados, não recuou nem mesmo diante dum episódio desumano que prova que o desespero da fome já começava a turvar a razão dos israelitas.</em></p>
<p><em>Os zelotes percorriam as ruas em busca de alimento. Duma casa saía cheiro de carne assada. Os homens penetraram imediatamente na habitação e pararam diante de Maria, filha da nobre família Bet-Ezob, extraordinariamente rica, da Jordânia oriental. Maria tinha ido como peregrina a Jerusalém para a festa da Páscoa. Os zelotes ameaçaram-na de morte se não lhes entregasse o assado. Perturbada, a mulher estendeu-lhes o que pediam, e eles viram, petrificados, que era um recém-nascido meio devorado &#8211; o próprio filho de Maria&#8221;</em> [1].</p></blockquote>
</blockquote>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Poder-se-ia tentar justificar a atitude da mulher faminta, com o seguinte argumento: se ela não tivesse matado o próprio filho, ambos teriam morrido; ao matá-lo para saciar sua fome, pelo menos uma das vidas foi poupada.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>No entanto, matar diretamente um ente humano inocente é um ato intrinsecamente mau, que não pode ser justificado nem pela boa intenção, nem pelas possíveis boas conseqüências, nem sequer pelo estado de extrema necessidade. Nunca é lícito matar diretamente um inocente, nem sequer para salvar outro inocente.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>No repugnante caso acima, a morte do bebê era um <strong>meio</strong> para salvar a vida da mãe. Analogamente, se durante uma gestação o aborto fosse um <strong>meio</strong> para salvar a vida da gestante &#8211; e ainda que fosse o único meio &#8211; tal ato seria gravemente imoral. É dever do médico salvar mãe e filho, mas não se pode salvar um deles <strong>por meio</strong> da morte do outro. O fim, por mais nobre que seja, não justifica um <strong>meio</strong> mau utilizado para alcançá-lo.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Há, contudo, depoimentos médicos que negam com veemência que o aborto possa servir de <strong>meio</strong> para salvar a vida da gestante. Segundo a Academia de Medicina do Paraguai (1996), &#8220;<em>em casos extremos, o aborto é um agravante, e não uma solução para o problema</em>&#8220;[2]. Já em 1965, o médico-legal João Batista de Oliveira Costa Júnior, em sua aula inaugural para os alunos dos Cursos Jurídicos da Faculdade de Direito da USP, referindo-se ao aborto &#8220;necessário&#8221; ou &#8220;terapêutico&#8221; dizia:</p>
<blockquote>
<blockquote><p><em>Digo, inicialmente, que se me fosse permitido, chamá-lo-ia de abôrto desnecessário ou, então, de abôrto anti-terapêutico.</em></p>
<p><em>[...]  </em></p>
<p><em>Ante os processos atuais da terapêutica e da assistência pré-natal, o abôrto não é o único recurso; pelo contrário, é o pior meio, ou melhor, não é meio algum para se preservar a vida ou a saúde da gestante</em>[3]<em>. </em></p></blockquote>
</blockquote>
<p><strong>Resumindo:</strong> segundo afirmações contundentes de médicos, não há caso em que o aborto seja <strong>meio</strong> para salvar a vida da gestante. Se houvesse tal caso, o aborto continuaria sendo imoral.</p>
<p><span id="more-33"></span></p>
<hr SIZE="2" width="100%" align="center" /><strong> </strong><strong>O aborto como segundo efeito</strong></p>
<p> <span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>O aborto <em>diretamente provocado</em>, ou seja, querido como fim ou como meio, é um pecado gravíssimo. Porém há procedimentos médicos ou cirúrgicos <em>que em si não são abortivos</em>, mas que podem ter como <strong>efeito</strong> secundário e indesejado (embora previsível) a morte do bebê por nascer. Em tais casos, a morte do inocente, se houver, ocorrerá <em>indiretamente</em>, como <strong>segundo efeito</strong> de uma ação que, em si, é <strong>boa</strong>.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Por exemplo, uma intervenção cirúrgica cardiovascular em uma mulher grávida pode ter como conseqüência a morte do nascituro. Em tal caso, a morte do inocente <em>não é um fim</em> visado pela cirurgia (o fim é a cura da cardiopatia). Também <em>não é um meio</em> (pois não é a morte da criança que &#8220;causa&#8221; a cura da mãe). É simplesmente um <em>segundo efeito</em>.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Para que se possa, porém, tolerar o risco de um efeito secundário mau, é preciso que o bem a ser alcançado seja proporcionalmente superior ou ao menos equivalente a ele. No caso relatado, a cirurgia não seria lícita se fosse possível esperar até o nascimento do bebê ou se houvesse outro meio terapêutico que fosse inofensivo para a criança.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Note-se bem que não se trata de &#8220;praticar um ato mau com boa intenção&#8221;. Isso nunca é moralmente lícito. O fim não justifica os meios, embora Maquiavel tenha dito o contrário.</p>
<p><strong>Repita-se</strong>: a morte do bebê nunca pode ser querida como fim nem como meio. Quando muito, pode ser tolerada como um segundo efeito de uma ação boa.  </p>
<hr SIZE="2" width="100%" align="center" /><strong>O princípio da causa com duplo efeito</strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Muitos de nossos atos bons produzem efeitos maus indesejados mas inevitáveis. Ao tomarmos uma aspirina para curar uma dor de cabeça, podemos causar dano ao estômago. Ao corrigirmos o próximo, às vezes ele se sente humilhado ou envergonhado. Ao lutarmos contra o aborto, causamos a ira dos abortistas.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Podemos praticar tais atos, que tenham duplo efeito: um bom e outro mau? Sim, mas com algumas condições.</p>
<blockquote>
<blockquote><p><em>a) que a intenção do agente seja obter o efeito bom, e não o mau; </em></p>
<p><em>b) que o efeito bom seja obtido diretamente da ação, e não através do efeito mau; </em></p>
<p><em>c) que o efeito bom seja proporcionalmente superior ou ao menos equivalente ao efeito mau;</em></p>
<p><em>d) que não haja outro meio de se obter tal efeito bom, a não ser praticando a ação <strong>boa</strong> que produz tal efeito secundário mau. </em></p></blockquote>
</blockquote>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>No princípio em questão, trata-se de <em>praticar um ato <strong>bom</strong> com <strong>boa intenção</strong></em>, mas que produz um <em>efeito colateral mau</em> indesejável, mas inevitável, embora previsível. Vejamos o exemplo seguinte:</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span> Uma mulher grávida sofre de uma infecção renal. O médico prescreve-lhe um antibiótico. Há, porém, o perigo remoto de a droga causar danos ao nascituro. No entanto, não há outro antibiótico que seja menos nocivo ao bebê e nem é possível esperar o nascimento da criança para iniciar o tratamento.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Nesse caso:</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>a) a intenção do agente é curar a infecção renal (efeito bom) e não causar dano ao nascituro (efeito mau);</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>b) a cura da infecção renal (efeito bom) é obtida diretamente da ação de tomar o antibiótico, e não através do dano causado ao nascituro (efeito mau). Se, absurdamente, a mulher não tomasse o antibiótico, mas lesasse diretamente seu bebê, tal dano não iria causar a cura de sua infecção renal.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>c) como a chance de lesão à criança, embora exista, é pequena, e como o tratamento é urgente, o efeito bom (a cura da infecção renal) é proporcionalmente superior ao possível efeito mau.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>d) não há outro meio de se obter a cura da infecção, a não ser pela ingestão de um antibiótico. O médico poderia prescrever outro antibiótico, mas nenhum seria isento de riscos para a criança.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>Logo, o ato pode legitimamente ser praticado.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>O princípio da causa com duplo efeito foi descrito de maneira lapidar pela Academia de Medicina do Paraguai (1996):</p>
<blockquote>
<blockquote><p>&#8220;<em>Não comete ato ilícito o médico que realize um procedimento tendente a salvar a vida da mãe durante o parto ou em curso de um tratamento médico ou cirúrgico cujo efeito cause indiretamente a morte do filho, quando não se pode evitar esse perigo por outros meios</em>&#8220;[4]</p></blockquote>
</blockquote>
<p><img align="middle" width="481" src="http://www.providaanapolis.org.br/duploef.gif" height="169" style="width:481px;height:169px;" /> </p>
<p><strong>Resumindo</strong>: provocar diretamente o aborto é inadmissível, ainda que ele fosse o único <strong>meio</strong> de salvar a vida da gestante. Porém, a morte indireta de um inocente, como a criança por nascer, pode às vezes ser tolerada como <strong>efeito</strong> secundário de um procedimento que, em si, é bom.</p>
<p><span style="font-size:12pt;color:black;font-family:Arial;"><span><strong>                        </strong></span></span>O conhecimento claro do princípio da causa com duplo efeito, com a distinção precisa entre <strong>meio mau</strong> e <strong>efeito secundário mau</strong>, é um requisito básico para resolver várias questões de Bioética.</p>
<address>Anápolis, 10 de abril de 2006.</address>
<address>Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz  </address>
<address>Jurista e Presidente do <a target="_blank" href="http://www.providaanapolis.org.br/">Pró-Vida de Anápolis</a></address>
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<hr SIZE="1" width="33%" align="left" />[1] KELLER, Werner. <em>E a Bíblia tinha razão&#8230;</em>. Tradução de João Távora. 2. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1958. p. 340</p>
<p>[2] ACADEMIA DE MEDICINA DEL PARAGUAY. <a target="_blank" href="http://www.providaanapolis.org.br/paraguai.htm">Declaración aprobada por el Plenario Académico Extraordinario en su sesión de 4 de Julio de 1996</a>.</p>
<p>[3] COSTA JÚNIOR, João Batista de O. <a target="_blank" href="http://www.providaanapolis.org.br/terapeut.htm">Por quê, ainda, o abôrto terapêutico?</a> <em>Revista da Faculdade de Direito da USP</em>, São Paulo, volume IX, p. 312-330, 1965.</p>
<p>[4] ACADEMIA DE MEDICINA DEL PARAGUAY. <a target="_blank" href="http://www.providaanapolis.org.br/paraguai.htm">Idem</a>. n.º 2.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/tostes.wordpress.com/33/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/tostes.wordpress.com/33/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/tostes.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/tostes.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=tostes.wordpress.com&amp;blog=1121490&amp;post=33&amp;subd=tostes&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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